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Biffy Clyro: Uma “montanha-russa” entre o rock potente e o melódico contemplativo

A banda escocesa Biffy Clyro se apresentou no dia 5 de fevereiro, no espaço Sagres Campo Pequeno, com a “The Futique Tour”, após 9 anos desde a sua última visita a Portugal.

A digressão, que leva o nome do décimo álbum de estúdio lançado pela banda, teve sua estreia no segundo semestre do ano passado e traz consigo toda a característica do rock alternativo, porém com letras mais reflexivas e profundas.
E foi com “A Little Love”, música do novo álbum, que subiram ao palco.

O trio, formado em 1995 por Simon Neil, Ben Johnston e James Johnston, não estava completo desta vez: James foi substituído temporariamente por Naomi Macleod, por motivos de saúde, que, por sua vez, manteve as linhas originais de baixo tocadas por ele.

A pouca interação com o público se tornou até irrelevante, levando em consideração a atmosfera que se criou ali. A energia da banda e a intensidade na mistura de guitarras com violino traziam texturas diferentes, de forma que alternavam momentos densos com fragilidade. A mudança de luzes, que oscilava entre o azul e o vermelho, e as luzes brancas, que apareciam como flashes no ritmo da música, deixavam a sensação de que, às vezes, parecíamos estar em um super show de rock e, por outras, em um espetáculo intimista e introspectivo.

O setlist do show, que contou com mais de 20 músicas, mesclou novidades do novo álbum com clássicos como: “Many of Horror”, “Mountains”, “Black Chandelier”, “Bubbles” e “The Captain”.

Essa “montanha-russa” de músicas mais pesadas com a mistura melódica, sem dúvidas, também impactou a reação do público, que por horas era de muita empolgação, onde era possível observar amigos abraçados dançando, ou até mesmo pessoas que foram sozinhas cantando a plenos pulmões. Houve também momentos mais contemplativos, com casais apaixonados, pais e filhos emocionados e até chamadas de vídeo em meio a lágrimas. Um público bem distinto em idades, tão intenso quanto a banda, que se fez presente do começo ao fim e que, com certeza, foi um show à parte.

A nostalgia com o novo, a potência com a delicadeza só mostraram a qualidade sonora da banda ao vivo e a forte presença de palco, que claramente se manteve mesmo com um integrante da formação original a menos, mantendo o público entretido do começo ao fim, explicam o título de serem uma das bandas de rock alternativo mais influentes das últimas décadas.

Créditos

Fotografia

dcaceiro

Crítica

Larissa Schoof