Após 12 anos de sua última passagem por Portugal, The Neighbourhood voltou a Lisboa no dia 12 de setembro com a THE WOURLD TOUR e, dessa vez, com lotação máxima na MEO Arena.
A noite começou por volta das 19h com Noise Dept., que trouxe uma DJ set entregando uma mistura de indie com música eletrônica.
O público estava animado e o espaço já começava a encher.
Porém, a apresentação foi breve: foram oito músicas, encerrando com “Given”, o single mais recente.
O visual foi bastante minimalista: apenas fumaça e uma luz baixa compuseram o ambiente, deixando a atmosfera preparada para o show de abertura.
O show de abertura ficou por conta de Nessa Barrett, que entregou seu dark pop em uma performance mais contida e melancólica.
Sua voz marcante trouxe semelhanças com cantoras como Lana Del Rey e Halsey, não apenas pelo timbre, mas também pelo estilo musical.
A atmosfera sombria e a melancolia não diminuíram a histeria do público, que se fez muito presente durante toda a apresentação da artista. O público, inclusive, era surpreendentemente jovem, já que o esperado seria encontrar uma plateia mais nostálgica pela banda principal. Foi uma boa surpresa perceber que a música não é datada e que, mesmo sendo outro público, continua despertando paixão e presença.
Seu setlist, que teve ao todo 10 músicas, incluiu sucessos como “P*rnstar”, “Gaslight” e “Too Fast to Live, Too Young to Die”.
Foi então que, pouco antes das 21h, as luzes se apagaram e uma introdução narrada começou a ser transmitida no telão. Nesse momento, a MEO Arena já estava completamente tomada pela ansiedade. Fãs ao redor gritavam, choravam e já tinham seus celulares apontados para o palco, esperando Jesse Rutherford aparecer.
Pouco tempo depois, o telão exibiu a famosa “casinha branca de ponta-cabeça”, e os integrantes surgiram ao som de “Hula Girl”, música do último álbum lançado pela banda, “Ultrasound”, de 2025. O show seguiu com “OMG”, também do álbum novo, mas foi na terceira música que a nostalgia bateu forte: a introdução de “Cry Baby”, do álbum “Wiped Out!”, de 2015, fez todo mundo cantar.
Apesar de falar pouco com o público e apenas seguir as músicas, o carisma e a presença de palco de Jesse fizeram com que essa interação nem fosse tão necessária.
A apresentação foi uma mistura de todas as fases da banda, e músicas dos cinco álbuns foram tocadas. O setlist contou com 24 canções que transitaram entre “Ultrasound” (2025), “I Love You.” (2013), “Wiped Out!” (2015), “The Neighbourhood I Love You.” (2018) e “Chip Chrome & The Mono-Tones” (2020).
Foi uma noite marcante tanto para os fãs novos quanto para aqueles que acompanham a banda desde o início.
Durante “The Beach”, um mar de luzes iluminou a MEO Arena, enquanto toda a multidão cantava junto. Em “Pretty Boy”, a energia ficou totalmente intimista, e foi incrível perceber a facilidade da banda em criar diferentes ambientes a partir das mudanças entre as músicas.
Outro momento marcante aconteceu em “Daddy Issues”, um dos maiores sucessos da banda, que fez uma multidão se emocionar e se entregar completamente.
Mas foi em “Sweater Weather” que a plateia cantou a plenos pulmões. Uma das músicas mais esperadas pelos fãs teve uma transição direta para a última música do show, “Softcore”. Em meio à adrenalina, o ambiente de luzes vermelhas e fumaça criou o cenário perfeito para o encerramento.
Foi uma energia contagiante do começo ao fim. Com músicas marcantes, tanto novas quanto nostálgicas, a banda conseguiu entreter o público em todos os momentos. Os cenários exibidos no telão e as luzes, que acompanhavam as transições, contribuíram para uma noite marcada por muita emoção.
E foi assim que os The Neighbourhood encerraram sua turnê pela Europa. Porém, logo após o fim do show, veio a informação de que, em menos de um ano, a banda estará de volta a Portugal: The Neighbourhood já foi confirmada para o dia 8 de julho de 2027 no festival NOS Alive.

