Hibria – Me7amorphosis (2022)


A banda gaúcha Hibria, que é considerada um dos maiores nomes do metal nacional, lançou recentemente o seu sétimo trabalho, o aguardado Me7amorphosis! Um álbum que recebeu um nome mais que apropriado, com uma capa belíssima que ilustrou muito bem as fases de uma transformação e reinvenção, temas que são muito bem abordados nesse disco. O seu título não foi escolhido por acaso, a banda passou por uma grande reformulação, onde apenas o guitarrista Abel Camargo permaneceu como integrante da formação clássica. O que podemos dizer é que a escolha dos integrantes foi algo mais que acertado! A banda representou muito bem com a junção de Victor Emeka (vocal), Abel Camargo cofundador e guitarrista), Bruno Godinho (guitarrista), Thiago Baumgarten (baixista) e Otávio Quiroga (baterista). Nas dez faixas que ouvimos no disco, ficou nítido uma reinvenção de uma banda que não teve medo de ousar, aliando um som moderno, com diversas influências de outros sub-gêneros do metal, algo que devemos apreciar! Uma banda que consegue se renovar sem perder a sua essência, agregar sem romper com a sua história e evoluir em busca de novos horizontes, é isso que essa nova fase do Hibria consegue entregar. Temos destaques dos mais variados nesse disco, tal como a faixa “War Cry” que abre muito bem o disco, energia e peso para começar muito bem o disco. A faixa seguinte “Shine” é daquelas faixas que nos remete ao DNA Hibria, aquela evolução da fórmula Hibria de metal. Temos que destacar a balada “meaning of Life” e “Tribal Mark” que recebe a participação especial do ex vocalista Iuri Sanson e dos guitarristas Diego Casper e Renato Osório, uma música que merece ser apreciada ! Para finalizar, podemos dizer que esse é sem sombra de dúvidas um excelente trabalho de 2022, um dos potenciais concorrentes para os melhores do ano, não tenho dúvidas que ele irá se sair muito bem nessa caminhada!
@hibriaofficial

André Alonso

Formado em Rádio e TV, cofundador do Metal Junkbox, louco por música e todos os seus aspectos e possibilidades, e viciado em shows, sejam eles Mainstream ou Underground. Participo ativamente das resenhas de álbuns e shows e da curadoria de bandas no Metal Junkbox. Sou apaixonado pela cena underground e por apoiar bandas que precisam de um espaço para apresentar seu trabalho da forma mais honesta e sincera possível.

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