Nascido no universo da Notredame Productions, o Under The Doom começou a ganhar forma ainda antes da sua primeira edição oficial. Em 2009 foram realizados dois eventos sob o nome Under The Doom Sessions, até que, em 2011, o festival teve a sua primeira edição no RCA Club, em Lisboa. Ao longo dos anos, o evento foi construindo
uma identidade muito própria, apostando sobretudo em sonoridades pesadas, sombrias e atmosféricas, e tornou-se num dos encontros de referência para os seguidores destas vertentes do metal em Portugal.
Depois de cinco anos de ausência, o festival regressou em 2024 e teve continuidade em 2025. Agora, para celebrar a décima edição, a organização apresenta um cartaz que mistura nomes históricos, regressos aguardados e algumas atuações particularmente especiais.
A sexta-feira, 25 de setembro, terá como cabeça de cartaz os islandeses Sólstafir. Com mais de duas décadas de carreira, a banda construiu uma identidade difícil de encaixar numa única etiqueta, cruzando as suas raízes mais extremas com post-metal, rock e uma forte componente atmosférica e melancólica. O regresso a Portugal será, naturalmente, um dos grandes momentos desta edição.
Antes dos islandeses, os suíços Schammasch trazem a sua mistura de black metal, atmosferas experimentais e uma abordagem profundamente ritualística. A banda terá ainda um motivo especial para passar por Lisboa: o concerto será dedicado ao décimo aniversário de Triangle, álbum que será interpretado na íntegra.
Também na sexta-feira teremos os suecos Ereb Altor, projeto que bebe diretamente do doom e do heavy metal épico, e os brasileiros The Cross, representantes de uma vertente mais clássica e pesada do doom.
O cartaz do primeiro dia fica completo com duas importantes presenças nacionais. Os ANZV apresentam o seu novo álbum e fazem aquele que será o seu único concerto em Lisboa durante 2026, o que torna a ocasião ainda mais especial. Por sua vez, os Thragedium terão a responsabilidade de abrir o festival, banda de culto underground
do início dos anos 2000 e que regressou com tudo em 2023 com o sólido álbum “Lisboa Depois de Morta”.
Sexta-feira, 25 de setembro
Sólstafir · Schammasch · Ereb Altor · The Cross · ANZV · Thragedium
Os Draconian serão os cabeças de cartaz e chegam a Lisboa num momento particularmente interessante da sua carreira. A banda sueca prepara o regresso da vocalista Lisa Johansson e apresenta também novo material, tornando esta passagem pelo Under The Doom numa das atuações mais aguardadas do fim de semana.
Outro dos grandes acontecimentos da edição será a estreia dos norte-americanos Evoken em Portugal. Considerados uma das referências do funeral doom, os americanos são conhecidos pela sua abordagem extremamente pesada, lenta e sufocante, sendo uma escolha particularmente adequada para o ambiente do Under The Doom.
A noite contará ainda com Liv Kristine, nome incontornável da música gótica e atmosférica, que regressa aos palcos acompanhada por uma nova banda e com novo álbum para apresentar.
Os belgas Marche Funèbre regressam ao festival dez anos depois da sua anterior passagem pelo evento, trazendo consigo um novo LP. A presença da banda reforça também uma das características que têm marcado o Under The Doom: a capacidade de recuperar nomes importantes da sua história e voltar a colocá-los perante o público
português.
A representação nacional ficará a cargo dos Exhausted, numa das atuações mais especiais de todo o cartaz. A banda regressa aos palcos depois da sua última atuação ao vivo, em 1999, para um concerto centrado na maqueta Frozen Embrace, originalmente editada em 1995 e interpretada pela formação original.
A fechar o segundo dia estarão os Atone, projeto formado por antigos elementos de bandas como Desire e VS777, que fará no Under The Doom a sua estreia absoluta ao vivo e, simultaneamente, o seu único concerto de 2026.
Sábado, 26 de setembro
Draconian · Evoken · Liv Kristine · Marche Funèbre · Exhausted · Atone
Em 2026, a mudança para o LAV – Lisboa Ao Vivo acompanha uma edição comemorativa que junta nomes internacionais de peso a propostas nacionais e a atuações únicas. São dois dias que atravessam o doom, gothic, black, funeral doom e outras formas de metal atmosférico, mantendo intacta a essência que tornou o Under The Doom num dos festivais mais particulares do panorama nacional.
Nos dias 25 e 26 de setembro, Lisboa volta a ficar Under The Doom.
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